Importar celulares e eletrônicos para revender pode ser um bom negócio para empresas do Norte do Paraná, mas só funciona quando a compra tem origem comprovada, nota fiscal e imposto recolhido. Em Rolândia, Londrina e em toda a região, muitos empreendedores ainda compram aparelhos por meio de terceiros, sem documento de importação. É um risco que a contabilidade preventiva evita.
Neste artigo, a Moraes Assessoria Contábil & Empresarial explica, em linguagem simples, quais são os caminhos legais para importar, quanto os impostos pesam no custo e como preparar a empresa antes da primeira compra. Com sede em Rolândia e atendimento a empresas de Londrina, Foz do Iguaçu e de outras cidades, acompanhamos a rotina fiscal de quem compra, vende e importa.
Três caminhos legais para importar
1. RTU, o Regime de Tributação Unificada. Criado pela Lei 11.898/2009, é voltado a microempresas optantes pelo Simples Nacional que compram de fornecedores de Ciudad del Este (Paraguai) e declaram a mercadoria em Foz do Iguaçu. Os tributos federais da importação viram uma alíquota única de 25% sobre o valor da compra, dentro de limites anuais de compra, e a venda deve ser feita ao consumidor final.
2. Importação comum. Serve para outros países, para volumes maiores e para vender a lojistas. Exige habilitação da empresa no Siscomex, declaração de importação, em geral com despachante, e o cálculo dos tributos item a item, conforme a classificação fiscal (NCM) do produto.
3. Compra de distribuidor no Brasil. A empresa compra com nota fiscal de quem já importou e comprova a homologação do aparelho na Anatel. É o caminho mais simples, com custo geralmente maior.
A escolha depende do volume, do público e da margem. Por isso, vale simular os três cenários antes de fechar o primeiro pedido.
Os riscos de comprar sem documento
Comprar de um intermediário informal, como o chamado “carreteiro”, parece prático, mas coloca a empresa que revende em risco:
- Sem prova de origem: a mercadoria estrangeira sem documento de importação pode ser apreendida, e o caso pode virar processo por descaminho.
- Imposto não pago: dar entrada com nota fiscal e recolher só o ICMS não regulariza o produto. Os tributos da importação continuam devidos.
- Sem homologação: celulares precisam de homologação da Anatel. Aparelho sem ela pode ser apreendido.
- Contrato social: a atividade precisa constar do contrato. Sem CNAE de comércio de telefonia e sem previsão de importação, a empresa fica irregular perante o Fisco.
Quem vende responde pela mercadoria, mesmo sem ter importado.
Passo a passo para regularizar a empresa
- Alterar o contrato social na Junta Comercial, incluindo a atividade (por exemplo, CNAE 47.52-1/00, comércio varejista de equipamentos de telefonia) e a importação.
- Atualizar CNPJ, inscrição estadual e alvará no município.
- Habilitar a empresa na Receita Federal (RTU ou Siscomex, conforme o caminho escolhido).
- Comprar apenas de fornecedores regulares, com fatura, e conferir a homologação na Anatel.
- Declarar a mercadoria e pagar os tributos devidos, inclusive o ICMS do Paraná.
- Dar entrada no estoque e emitir nota fiscal de venda. No RTU, a nota deve trazer a expressão “Regime de Tributação Unificada na Importação”.
A ordem importa: sem contrato ajustado e habilitação, não há compra regular.
Quanto os impostos pesam: exemplo ilustrativo
Na compra de 10 aparelhos de R$ 1.500 (fatura de R$ 15.000) pelo RTU, com ICMS do Paraná de 19,5% calculado “por dentro”, a conta fica assim:
| Item | Valor (R$) |
|---|---|
| Fatura no Paraguai | 15.000,00 |
| RTU, 25% sobre a fatura | 3.750,00 |
| ICMS-PR, 19,5% | 4.541,30 |
| Custo total | 23.291,30 |
| Custo por aparelho | 2.329,13 |
Os impostos somam cerca de 55% da fatura. Por isso, calcular a margem antes de comprar é essencial. Exemplo ilustrativo: alíquotas e regras podem mudar, e a reforma tributária (LC 214/2025) afeta o PIS/COFINS do RTU a partir de 2027. Confirme sempre a regra vigente com seu contador.
As importações ficam fora do DAS do Simples Nacional, e a empresa não aproveita crédito desses tributos.
Como a Moraes Assessoria ajuda sua empresa
A Moraes Assessoria Contábil & Empresarial atende empresas de Rolândia, Londrina, Foz do Iguaçu e região, e conduz todo o processo de quem quer importar com segurança:
- Alteração do contrato social e do CNAE;
- Enquadramento tributário e planejamento no Simples Nacional;
- Orientação sobre RTU, importação comum e compra de distribuidores;
- Simulação de custo e margem antes da compra;
- Escrituração, notas fiscais e obrigações acessórias.
Quer importar sem risco? Fale com nossa equipe e agende uma conversa. Atendimento em Rolândia, Londrina, Foz do Iguaçu e online para todo o Paraná.
@moraes_assessoriacontabil
43-98405-2808